sábado, 10 de fevereiro de 2007

Augusto dos Anjos



Baixe ou leia o livro completo Eu e Outras Poesias, de Augusto dos Anjos, o poeta da podridão.

Eu e Outras Poesia - arquivo em PDF


ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1998.


Veja o texto integral


Fonte Texto Integral: Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa

Fonte Arquivo PDF: Fundação Biblioteca Nacional

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Coleção Brasiliana Itaú / Reprodução Fotográfica Horst Merkel


Eu e outras poesias, conhecido também apenas como Eu, é o único livro de poesia de Augusto dos Anjos,[1] publicado no Rio de Janeiro no ano de 1912.

A obra se destaca pela visão da vida, numa espécie de réplica à idealização dos temas praticados pelo Parnasianismo. Nessa obra, o autor exprime melancolia, ao mesmo tempo em que desafia os parnasianos, utilizando palavras não-poéticas como verme, cuspe, vômito, entre outras. A obra só possuiu grande vendagem após a morte do poeta. Alguns a consideram uma obra expressionista, outros vêem nela características impressionistas, sendo comumente classificada como pertencente ao pré-modernismo brasileiro. Ele também foi considerado romântico por muitos dos seus críticos brasileiros pois sua poesia parlamentarista não agradou a todos os intelectuais negligentes da época. Do ponto de vista da linguagem, destacam-se as imagens estranhas, que se aproximam do expressionismo (“Como uma pele de rinoceronte / Estendida por toda a minha vida!”, em “As cismas do destino”), a exploração da sonoridade (“Eu e o esqueleto esquálido de Ésquilo”, em “Sonho de um monista”) e o recurso aos superlativos (“Misericordiosíssimo”, em “A um carneiro morto”). É notável ainda como o poeta consegue fazer conviver o rigor formal da regularidade métrica e da recorrência a rimas raras com o coloquialismo que marcaria a poesia modernista posterior (“Porque o madapolão para a mortalha / Custa 1$200 ao lojista!”, em “Os doentes”).

Fonte: Wikipédia 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Festivais Independentes

Para ajudar os 'novos malucos'
por Marco Antonio Barbosa


A Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) aproveitou a Feira Música Brasil para lançar oficialmente seu calendário 2007. A associação (http://www.abrafin.blogger.com.br) congrega hoje 22 eventos realizados em 10 Estados, indo de festivais de grande porte - como a Feira da Música, no Ceará, que tem público anual de 40 mil pessoas - a outros mais modestos, caso do Porto Musical, realizado em Recife (PE) e que atrai 600 pessoas por edição. O presidente da Abrafin, Fabrício Nobre (ele mesmo produtor dos festivais Bananada e Goiânia Noise, ambos no Mato Grosso), anunciou também que a associação vai passar a dar consultoria para outros eventos que queiram seguir os moldes dos festivais já associados. "Vamos ajudar os novos malucos", brinca Fabrício.

Veja agora o calendário 2007 dos festivais da Abrafin:

Fevereiro: Porto Musical (Recife): 07/02 a 11/02; Grito Rock (em 20 cidades pelo Brasil): 10/02 a 24/02; Recbeat (Recife): 17/02 a 20/02. Março: Ruído Festival (Rio de Janeiro): 01/03 a 03/03. Abril: Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe (Belo Horizonte): 04/04 a 07/04; Abril Pro Rock (Recife): 13/04 a 15/04. Maio: Mada (Natal): 03/05 a 05/05; Bananada (Goiânia): 18/05 a 20/05. Junho: Porão do Rock (Brasília): 01/06 a 03/06; Calango (Cuiabá): 08/06 a 10/06. Julho: Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros (Vila de São Jorge, GO), sem data definida; Boom Bahia (Salvador): sem data definida. Agosto: DoSol (Natal): 02/08 a 05/08; Feira da Música (Fortaleza): 15/08 a 18/08; Vaca Amarela (Goiânia): 31/08 a 01/09. Setembro: Jambolada (Uberlândia, MG): 14/09 a 16/09; Varadouro (Rio Branco, AC): sem data definida. Outubro: Demo Sul (Londrina, PR): 20/10 a 22/10; Eletronika (Belo Horizonte): sem data definida. Novembro: Goiânia Noise Festival: 23/11 a 25/11; Senhor Festival (Brasília): 23/11 a 25/11. Dezembro: Algumas Pessoas Tentam te Fuder: segunda semana de dezembro.

Fonte: JornalMusical

Vapor Barato/Flor da Pele

Vapor Barato/Flor da Pele - Gal Costa e Zeca Baleiro

Esta música faz parte do Acústico MTV - Gal Costa, de 1997, na qual Zeca Baleiro é apresentado ao grande público. Gal reinterpreta Vapor Barato, de Jards Macalé e Wally Salomão, gravado por ela na década de 70. No entanto, motivada pela música Flor da Pele, de Baleiro, inspirada em Vapor Barato, onde o cantor maranhense funde as duas canções, Gal resolve intrepretá-la novamente e convida Zeca Baleiro para tal façanha. Assista este vídeo com Vapor Barato/Flor da Pele na integra e veja o quão bela ficou.

Yerko Herrera

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Bebendo, Vida, invento casa, comida

Alcoólicas
de Hilda Hilst

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.
(Alcoólicas - I)

* * *

Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d'água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.
(Alcoólicas - II)

* * *

E bebendo, Vida, recusamos o sólido
O nodoso, a friez-armadilha
De algum rosto sóbrio, certa voz
Que se amplia, certo olhar que condena
O nosso olhar gasoso: então, bebendo?
E respondemos lassas lérias letícias
O lusco das lagartixas, o lustrino
Das quilhas, barcas, gaivotas, drenos
E afasta-se de nós o sólido de fechado cenho.
Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me
Na noite navegada, e rio, rio, e remendo
Meu casaco rosso tecido de açucena.
Se dedutiva e líquida, a Vida é plena.
(Alcoólicas - IV)

* * *

Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito
Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado
Salpicado de negro, de doçuras e iras.
Te amo, Líquida, descendo escorrida
Pela víscera, e assim esquecendo
Fomes
País
O riso solto
A dentadura etérea
Bola
Miséria.
Bebendo, Vida, invento casa, comida
E um Mais que se agiganta, um Mais
Conquistando um fulcro potente na garganta
Um látego, uma chama, um canto. Amo-me.
Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos
Quando não sou líquida.


(Alcoólicas - V)

(in Do Desejo - Campinas, SP: Pontes, 1992.)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Música e Poesia de Baleiro e Hilda


A poesia sonora de Hilda Hilst no baleiro de Zeca
por Tacilda Aquino

Foi por iniciativa de Hilda Hilst (1930 -2004) que Zeca Baleiro se tornou parceiro da poeta paulista. Ao receber uma cópia do primeiro disco do compositor maranhense, Por Onde Andará Stephen Fry? (1997), enviada pelo próprio artista, Hilst ligou, propôs a parceria e mandou um disquete com sua obra poética.Foi no disquete que Baleiro descobriu o livro Júbilo Memória Noviciado da Paixão - escrito pela Hilda quando estava apaixonada platonicamente pelo Júlio de Mesquita Neto (vide as iniciais) - e decidiu musicar os versos do capítulo que dá título ao disco.

Depois de dois anos de trabalho, a gravadora de Zeca Baleiro, Saravá Disco, lançou o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio - com poemas de Hilda Hilst musicados pelo artista maranhense.

O disco, segundo Zeca Baleiro, começou a ser gravado em abril de 2003 e teve aval da escritora e a colaboração do violonista Swami Jr. nos arranjos de base. Para musicar os dez poemas, Baleiro buscou uma sonoridade que se encaixasse nos poemas já em essência muito musicais de Hilst. Instrumentos como harpa, oboé e fagote ajudaram a criar o clima. Para dar mais charme ainda ao disco, Baleiro contou com a adesão de dez cantoras para interpretar as canções. Pela ordem de entrada no CD, o time é formado por Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria.

As intérpretes estão à vontade no despudorado universo poético de Hilst. O único deslize é de Ângela Maria, que, por conta de seu estilo naturalmente empostado, ficou meio deslocada. Mas no todo, o trabalho tem bom acabamento melódico, garantido pelo repertório de tom linear que assegura a uniformidade das canções ao mesmo tempo em que conta a história do amor impossível de Ariana e Dionísio. Um dos melhores momentos do disco é a Canção V, interpretada por Angela Ro Ro.
Na época do lançamento do disco, no ano passado, conversei com Zeca Baleiro sobre o trabalho. Confira a entrevista abaixo.

Título: Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio
Artista: Vários
Gravadora: Saravá Discos
Preço médio: 30 reais


Entrevista com Zeca Baleiro

“Gosto do lugar onde estou”

Como foi a sua aproximação com Hilda Hilst?

Quando lancei meu primeiro disco, enviei um exemplar a Hilda. Semanas depois ela me ligou e me convidou a compor com ela, foi surpreendente. Claro que topei. Quando ela me ligou, ela leu um poema curto, de três versos, e pediu pra eu musicar já, ali mesmo. Depois mandou um disquete com toda a sua produção poética e disse: “faça o que você quiser”. Então eu tive o insight de fazer o disco.

Você é um compositor que transita com desenvoltura por diversos gêneros e estilos musicais. Qual foi a maior dificuldade de musicar os poemas?

O trabalho foi difícil porque os poemas não tinham uma métrica de canção, versos ritmados. São versos muito livres e muito densos, não poderia musicar como canções pop, iria ficar inadequado. Tinha que achar um caminho que fosse coerente, por isso embarquei no clima medieval dos poemas, enaltecendo o lirismo dos poemas e a interpretação das cantoras.

Você disse que recebeu um disquete com toda a obra poética de Hilda. Por que escolheu justamente Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé, do livro Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão?

Não sei se escolhi ou se fui escolhido. Quando me dei conta, já estava musicando esses poemas. É curioso, mas não foi uma escolha racional de fato.

Então ela chegou a conhecer essas canções?

Sim, ouviu, aprovou, corrigiu a métrica de uns dois versos lá. Ela gostava de cantarolar a Canção X, dizia ser a sua preferida.

Tinha alguma canção sua que ela gostava especialmente?

Ela dizia adorar Bandeira e Heavy Metal do Senhor.

Quando ela ouviu as canções pensou em alguma cantora para interpretá-las? Sugeriu algum nome?

Sugeriu Bethânia e Gal. Bethânia gravou, mas a Gal estava em Nova York nessa altura, envolvida com outros projetos, e não pôde participar.

Parece que sua decisão de fazer Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé reforça a afirmação de que você é um poeta pós-moderno, multifacetado, difícil de ser rotulado ou definido por uma das infindáveis prateleiras nas lojas de CDs. O que pensa de tudo isso?

Bom, estaria mentindo se dissesse que não fico envaidecido com isso, que considero o maior elogio que um artista possa receber – “difícil de ser rotulado”. Já disse alguém que “se você não pode esclarecer, então confunda!”.

O disco tem uma sonoridade medieval, com instrumentos como harpa, oboé e fagote ajudando a criar o clima que lembra o trabalho de grandes trovadores. Qual sua aposta na obra, falando do ponto de vista comercial?

Não tenho expectativas comerciais com o disco, falando muito francamente. Sei o lugar de cada coisa, e este trabalho não aspira a êxitos comerciais. Mas, pela recepção da crítica, e do público especialmente, ele já é um sucesso.

Um dos grandes chamarizes do disco é o fato de você contar com a adesão de grandes nomes da música nacional. Como foi o convite para essas estrelas gravarem os poemas de Hilda?

Fui chamando conforme a canção me sugeria determinado timbre ou jeito de cantar. Acho que fui feliz nas escolhas. E todas se mostraram bem contentes por participar do projeto.

Nesses anos todos de carreira, você sempre se envolveu em projetos paralelos, como a produção dos primeiros discos de Rita Ribeiro e Ceumar, além de ter lançado o primeiro CD do maranhense Antonio Vieira, aos 82 anos. E acabou lançando o selo Saravá. Como você analisa a música independente feita no Brasil?

Acho que tudo nos aponta o caminho da independência, é uma produção que só cresce e ganha adesões. É o futuro.

Depois de cinco CDs, qual avaliação que você pode fazer sobre sua carreira?

Gosto do lugar onde estou.

Como você vê o nível dos artistas que estão surgindo? Há alguém que você admire mais?

Admiro o trabalho de alguns novos artistas sim – Wado, Kléber Albuquerque e Totonho e os Cabra, entre eles.

De que maneira a perplexidade das pessoas em relação ao futuro político do Brasil pode refletir na produção cultural do País e, principalmente, na sua?

Tudo que acontece ao redor reflete na produção artística contemporânea, a não ser que o sujeito passe uma temporada em Marte. Não sei como essa perplexidade se manifestará, talvez surjam algumas canções perplexas por aí.

Ser popular sem soar popularesco parece mover muito da sua composição. Mas, ao mesmo tempo, suas canções não são muito populares no mainstream. Isso o preocupa de alguma maneira?

Nem um pouco. Não faço músicas nem para o mainstream nem para o underground, faço para o mundo, para quem queira ouvir. Para alguns sou cult, para outros sou pop. Estou no meio de um caminho que me é muito confortável. Quero ser tudo e nada. Apenas isso.

Fonte: OverMundo

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Diretor de Amarelo Manga Produz mais uma Grande Obra


Baixio vence Roterdã
por Leonardo Cruz

Depois de ser o grande vencedor do Festival de Brasília, "Baixio das Bestas" (foto) acaba de ser escolhido melhor filme no Festival de Roterdã, um dos principais festivais de cinema independente da Europa. O filme de Cláudio Assis dividiu o prêmio principal da mostra holandesa com outras três produções: "Love Conquers All", de Tan Chui Mui (Malásia), "The Unpolished", de Pia Marais (Alemanha) e "AFR", de Morten Hartz Kaplers (Dinamarca).

Na avaliação do júri de Roterdã, presidido pela portuguesa Teresa Villaverde, o filme de Assis foi premiado por sua "crueza, energia, força visual e por nos lembrar da falta de opções que alguém tem quando nasce num habitat isolado e desolado. Sem nunca nos deixar esquecer do enorme poder dos elementos da natureza".

Quando foi premiado em Brasília no final do ano passado, "Baixio das Bestas" dividiu o público do festival por apresentar um cinema que acirra tensões, fisica e psicologicamente violento e sem concessões. Quem já viu diz que é o filme mais ousado do diretor de "Amarelo Manga".

"Baixio das Bestas" acompanha a rotina de uma pequena comunidade durante um ciclo de plantio e colheita da cana, com foco numa jovem submetida a exploração sexual e doméstica por seu avô. Tem como personagens secundários jovens ricos e prostitutas da região. O filme deve estrear no Brasil em 11 de maio.


Fonte: Folha Online

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Curta Vinil

Vinil Verde

O premiadíssimo curta-metragem pernambucano Vinil Verde entra em cartaz aqui no blog do Música&Poesia BRasileira. Esta instigante fábula mostra a relação afetuosa entre mãe e filha, focando no conflito que surge ao se transgredir as regras. A transgressão, neste caso, vem acompanhada de curiosidade, prazer, medo, culpa e punição. Segundo o diretor Kleber Mendonça Filho, "Vinil Verde é uma história de amor, mas com elementos do cinema fantástico". Um dos aspectos mais interessantes deste filme é o fato de ele não ter sido filmado, mas, sim, fotografado. Mendonça Filho (co-roteirista, diretor, produtor e fotografo de Vinil Verde) fotografou com negativo 35mm still, montou no computador e posteriormente fez transfer para película. Quem ainda tiver as antigas vitrolinhas, lembre-se: Nunca, mas nunca mesmo, escute o vinil verde!

Yerko Herrera

Sinopse Mãe dá a Filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos. A menina pode ouvi-los, exceto o vinil verde.

Assista aqui Vinil Verde

Gênero Ficção
Diretor Kleber Mendonça Filho
Elenco Gabriela Souza, Ivan Soares, Verônica Alves
Ano 2004
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

Ficha Técnica

Produção Kleber Mendonça Filho Fotografia Kleber Mendonça Filho Roteiro Kleber Mendonça Filho, Bohdana Smyrnova Produção Executiva Kleber Mendonça Filho, Isabela Cribari, Leo Falcão Montagem Daniel Bandeira, Kleber Mendonça Filho

Curiosidades

Vinil Verde é uma adaptação de uma fábula infantil russa.

O roteiro é de Kleber Mendonça Filho em parceria com Bohdana Smyrnova, cineasta/roteirista ucraniana de Kiev.
Vinil Verde, segundo o diretor, é, indiretamente, uma singela homenagem a um de seus filmes preferidos: "La Jetée", de Chris Marker. No entanto, Mendonça Filho afirma que, tematicamente, não tenha nada a ver. Marker está na lista de agradecimentos.
A Mãe e a Filha no filme são mãe e filha na vida real, Gabriela Souza (filha) e Verônica Alves (Mãe).
O filme foi montado num Mac G4, e fotografado em negativo 35mm still.
O arquivo final para transfer 35mm ficou com 49 GB de seqüências animadas em TIFF.

Prêmios

Melhor direção no Festival de Brasília 2004
Melhor Montagem no Festival de Brasília 2004
Prêmio da Crítica no Festival de Brasília 2004
Menção Honrosa ABD&C no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Prêmio Cachaça Cinema Clube no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004


Festivais

Festival de Cinema Latino-americano de Toulouse 2005
Festival de Tampere 2005
Festival de Tiradentes 2005
Quinzena dos Realizadores - Festival de Cannes 2005
Cine PE 2005
Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2004
Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2004

Kassin+2

Um tanto Bossa Nova, um tanto Rock and Roll
por Fernanda Paola

O nome Kamal Kassin ainda não é muito conhecido por aqui. Tanto que, entre o lançamento do seu CD no Japão e a edição do disco nessas paragens demorou quase um ano. No entanto, basta perguntar para qualquer artista contemporâneo que produza, de fato, algo interessante na música, como Los Hermanos ou Totonho e os cabra, além dos mais renomados, como Caetano Veloso, sobre de quem se trata que a resposta será certeira: ele é um mais completos artistas da atualidade. Seu grupo, formado pelos músicos Moreno Veloso e Domenico Lancellotti, já lançou dois CDs, Máquina de escrever música (como Moreno + 2), e Sincerely hot (mais eletrônico, sob o nome Domenico + 2). Para entender melhor, o projeto é dos três, mas a cada álbum algum deles assina a idéia principal. Desta vez, é Kassin, em Futurismo. O CD é bem tranqüilo, um tanto bossa nova, um tanto rock and roll. O cuidado com os arranjos e harmonia fica evidente do começo ao fim do álbum. Como produtor, Kassin arrasa. Há participações muito especiais, como de Pedro Sá (da mesma turma), na guitarra e baixo, de João Donato, em "O seu lugar", Adriana Calcanhoto, em "Quando Nara ri" e "Simbióticos", Jorge Mautner e Rodrigo Amarante, em "Ponto final". O grupo carioca Los Hermanos aparece inteiro em "Mensagem". Aliás, vê-se muito de Kassin e banda na estrutura do Los Hermanos (o produtor já trabalhou nos álbuns Ventura e 4). Um CD para ser degustado, sem precipitação, pressa. Muito bom.

Futurismo é um lançamento da PingPong com distribuição da Distribuidora Independente, empresa do Grupo Trama. Preço médio: R$ 23,00


Fonte: Revista Cult

Faroeste Caboclo será filmado

Justiça libera produtora para filmar música "Faroeste Caboclo"
da Folha Online


O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Francisco Peçanha Martins, no exercício da presidência, decidiu nesta quarta-feira que a gravadora Edições Musicais Tapajós Ltda., do Rio de Janeiro, nada poderá fazer para impedir a adaptação cinematográfica da letra de "Faroeste Caboclo", um dos clássico do grupo Legião Urbana, pela produtora Copacabana Filmes.

Segundo Peçanha Martins, nada justifica o pedido de liminar requerido pela Tapajós --para ele, apenas a sentença final do processo decidirá o destino. A gravadora alega que, sendo detentora dos direitos autorais da obra, o espólio de Renato Russo e a Legião Urbana Produções Artísticas não poderiam ter negociado a adaptação sem sua permissão.

O advogado argumentou que, ao saber da negociação, no valor de R$ 90 mil, a gravadora notificou a Copacabana sobre os direitos autorais, advertindo-a de que qualquer adaptação da letra da composição para o gênero roteiro de obra audiovisual dependia da prévia e expressa autorização da requerente.

O advogado que cuida do espólio de Renato Manfredini Júnior e da Legião Urbana Produções Artísticas, no entanto, entraram na Justiça alegando ser seus clientes detentores dos direitos.

Com informações do STJ