O Professor Pasquale em seu programa Letra e Música, que foi ao ar no dia 18 de novembro, pela Rádio Cultura Brasil, ouve e analisa o disco completo Sou (Nós), de Marcelo Camelo. Vale conferir na íntegra o programa com os comentários do professor sobre as letras de Camelo (ex-Los Hermanos), tá bem bacana.
Ouça o programa completo aqui (arquivo wma)
Marcelo Camelo
Transmitido em 18/11/2008 às 13:00
O professor Pasquale Cipro Neto comenta nesta edição do Letra e Música o repertório do CD Nós, de Marcelo Camelo. O artista fez parte do grupo Los Hermanos. Suas composições já foram gravadas por outros intérpretes, tais como Maria Rita. O professor Pasquale fez uma seleção, que inclui músicas que contam com a participação de Mallu Magalhães. (fonte: RádioCultura)
Mais sobre Marcelo Camelo:
Los Hermanos anunciam Recesso
Marcelo Camelo Apresenta Nova Música
Marcelo Camelo lança outra música no MySpace
Pra nós todo Amor do Mundo
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Professor Pasquale analisa e comenta disco de Marcelo Camelo
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Segunda e Terceira gerações da Poesia Romântica
Conheça um pouco mais sobre a segunda e terceira gerações da poesia romântica brasileira de um jeito simples e didático. O áudio faz parte do programa Categorias literárias: Série Clássicos da Literatura Brasileira e Portuguesa, com comentários de Marcos Sagatio. O projeto é de autoria da USP. O melhor é que o programa é de Domínio Público, então: copie, espalhe, difunda, divulgue... Faça o que quiser, pois cultura não se guarda na gaveta.
2a e 3a gerações da poesia romântica
Baixe o arquivo aqui
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Ouça conto de Machado de Assis
Ainda no clima de centenário da morte de Machado de Assis, o Música&Poesia apresenta para este final de semana uma agradável dica que servirá igualmente para aqueles que gostam de contos, aos saudosistas das radionovelas e para os admiradores de Machado de Assis, não excluindo àqueles que tem fome de cultura. Trata-se do conto Missa do galo em áudio, interpretado no programa "Categorias Literárias: A Descoberta do Conto", produzido pela Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa (BibVirt). O programa se propõe a ser um incentivador da leitura "dirigido, especialmente, aos deficientes visuais e tem como objetivo propor uma maneira mais divertida, mais prazerosa de apreciar a leitura, sugerir leituras, sites e muitas dicas para incluí-lo no mundo das letras". O conto está dividido em quatro partes, cada uma com cinco minutos de duração. O áudio completo é de domínio público, todas as partes estão disponíveis para download livre.
Missa do galo, de Machado de Assis
Baixe o programa completo
- Missa do galo, de Machado de Assis - Parte 1
- Missa do galo, de Machado de Assis - Parte 2
- Missa do galo, de Machado de Assis - Parte 3
- Missa do galo, de Machado de Assis - Parte 4
Fonte: DomínioPúblico
Confira também:
O Ano em que Morreu Machado de Assis
Contos de Machado de Assis pra Baixar
Livro de Machado de Assis completo pra Baixar
Biografia de Machado de Assis
Um Apólogo, conto de Machado de Assis
Conto Completo de Machado de Assis pra Baixar
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Programa de Rádio com canções de Dorival Caymmi
No dia seis de abril de 2006 a rádio USP FM, de São Paulo, no programa Olhar Brasileiro, apresentado pelo radialista Omar Jubran, dedicou a atração inteiramente ao mestre Dorival Caymmi. Dividido em três blocos, Olhar Brasileiro está nas opções wma e real áudio. A USP FM pode ser acompanhada ao vivo em seu saite, demais programas também podem ser ouvidos na página, e quem mora em São Paulo sintoniza o dial em 93,7 MHz.
O poeta da Bahia
Dorival Caymmi é um dos principais compositores brasileiros de todos os tempos e sua obra aborda os mais variados temas. No primeiro programa dessa quadrilogia Omar Jubran o destacou como o poeta canta a Bahia.
São Salvador, 385 Igrejas, Severo do Pão, A Preta do Acarajé e A Lenda do Abaeté são algumas das canções que integram esse programa.
Primeiro Bloco - Duração aproximada: 22 minutos
Ouvir em Windows Media (5,2 MB)
Ouvir em Real Audio (5,09 MB)
Segundo Bloco - Duração aproximada: 22 minutos
Ouvir em Windows Media (5,18 MB)
Ouvir em Real Audio (5,07 MB)
Terceiro Bloco - Duração aproximada: 19 minutos
Ouvir em Windows Media (4,55 MB)
Ouvir em Real Audio (4,45 MB)
Fonte: Rádio USP FM
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Mario Quintana declamando Mario Quintana
O ano de 2006 marcou o centenário do poeta gaúcho Mario Quintana. Para a comemoração secular de Quintana, há dois anos atrás foi lançado um saite especial homenageando o poeta. Lá é possível contemplar poesias, fotos, entrevistas, artigos, bibliografia, áudios, vídeos, entre outras coisas. As poesias recitadas pelo próprio Mario estão entre os itens mais interessantes da página. O Música&Poesia a partir de agora apresenta alguns desses poemas. Pra quem quiser conferir mais é só clicar aqui. Estas poesias também podem ser baixadas (para salvar clique no botão direito do mouse e selecione Salvar Destino Como...)
Ouça os poemas na voz de Mario Quintana no tocador abaixo
Mario por ele mesmo
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?
Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.
(Texto escrito pelo poeta para a revista IstoÉ de 14/11/1984)
Fonte poesias e texto: Centenário Mario Quintana
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Programa Dor de Cotovelo
Quem já não teve ciúme de alguém?! Esta sensação desgraçada perturba todos os envolvidos, tanto aquele que o sente, quanto aquele alvo deste sentimento algoz. Alguns o consideram zelo amoroso, uma prova de amor. Outros chamam de doença, paranóia, ou mera insegurança. Tanto faz, o que interessa é que a dor de cotovelo já foi capaz de produzir belas canções, principalmente dentro da música brasileira. É sobre este tema que trata o programa Contando Música, da Rádio Câmara, que foi ao ar neste último três de maio. A atração, além de traçar um breve panorama sobre o ciúme dentro da nossa música, apresenta canções de nomes como Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Rita Lee, Ultraje a Rigor, entre outros. O programa, dividido em dois blocos, pode ser ouvido e baixado nos atalhos a seguir:
Ouça (ambos arquivos de áudio são do tipo wma*)
Ciúme - bloco 01 (16'08'')
Ciúme - bloco 02 (18'23'')
Os dois blocos do programa sobre Ciúme, do Contando Música da Rádio Câmara, estão disponíveis pra download em três opções: wma estéreo, mp3 estéreo e mp3 mono. Eleja o de sua preferência. Para copiar o arquivo, clique com o botão direito do mouse e escolha a opção "salvar destino como", informando a pasta do seu computador em que o arquivo deverá ser gravado.
Baixe completo bloco 01
Baixe completo bloco 02
No saite da Rádio Câmara pode-se ouvir a rádio ao vivo e o acervo completo de programas gravados. Acesse aqui.
*WMA é um formato de arquivo de áudio do Windows Media Player, da Microsoft, programa este disponível gratuitamente para download. No entanto, o Música&Poesia recomenda o Media Player Classic, que, além de ser programa de código aberto, gratuito, é muito menor que o programa da Microsoft. Também serve como player de DVD, suporta legendas AVI, formatos QuickTime, RealVideo, WMV, entre outros.
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sábado, 12 de abril de 2008
Rapper Xis disponibiliza na rede último trabalho
Xistape vol.I - Xis O Overmundo adota como política geral de publicação uma licença Creative Commons.
É Xis na fita!
por João Xavi
Apelidado Xis, um dos nomes mais influentes e polêmicos do hip-hop brasileiro está de volta à cena. Na ativa desde o início dos anos 90, época em que integrava o grupo DMN (autores do clássico H.Aço), Xis acompanhou a ascensão e assistiu a queda da popularidade do Rap no Brasil. O fenômeno teve como marco Sobrevivendo no inferno (1998), disco do Racionais MC´s que vendeu mais de um milhão de cópias e abriu espaço para o rap na grande mídia. Neste processo Xis cometeu dois discos solo: Seja como For (2000) e Fortificando a desobediência (2001). Em 2002 colocou outros grupos em evidência com a coletânea Xis Apresenta: Hip-hop SP, distribuída em bancas de jornal por todo Brasil.
Depois de quase seis anos sem colocar um som novo na pista o preto-bomba de Itaquera ataca com sua primeira mix-tape, batizada com o trocadilho Xistape Vol. 1. Cabe aqui falar um pouco sobre o que é uma mix-tape, formato que vem se popularizando cada vez mais entre produtores e apreciadores das batidas e rimas. Como bem propõe o nome, a mix-tape surgiu quando DJ´s e MC´s começaram a gravar fitas com músicas mixadas em seqüência. A princípio o formato colocava a prova tanto a habilidade do DJ, em sua capacidade de mixar diversas batidas, como a do MC, na função de cantar mesmo em cima de batidas que não eram suas originais.
Nos últimos anos a mix-tape vem sendo usada para popularizar o trabalho dos MC´s. É um formato onde os rappers exibe versões distintas de músicas antigas e pequenas prévias dos sons que constarão em um futuro álbum. A Xistape é recheada com algumas das melhores produções da carreira do rapper, mescladas entre versões originais, remixes e trechos de músicas novas. A diferença é que, nesse caso, a Xistape se coloca como um produto concluído em si mesmo, não apenas uma ferramenta que abre os trabalhos de um novo disco, Xis explica que: “São tracks novos, lados B, remixes e alguns sucessos. Uma ou outra coisa nova. Na real a Xistape é uma homenagem a cultura dos DJs, e é dedicada a todos os DJs que eu trombei no role até hoje. Seja no palco, no estúdio, nos clubes ou nas rádios”. O mérito pela produção da mix-tape é dado ao DJ RM: “Ele é muito talentoso, e apenas uma pessoa com talento poderia executar este trampo. Sem o RM esta mix-tape não iria acontecer”.
Xis em apresentação no Instituto Ayrton Senna
A percepção das mudanças no formato de produção, distribuição e consumo da música também impulsionou Xis a realizar a mix-tape. “No caso do primeiro (disco) que lancei, eu mesmo fiz o corte da master do vinil, ele saiu em fita k7 também. Olha só quanto tempo... Hoje em dia nem se lança mais discos em vinil. O esquema é subir o mp3 para a internet”. Foi o próprio rapper que jogou a mp3 (é um arquivo só, com mais ou menos 35 minutos de músicas seqüenciadas) na rede, em poucos meses a Xistape já bateu a casa dos 14 mil downloads, “a internet é o caminho mais rápido, direto e barato, hoje em dia. Sorte de quem gosta de música”. Depois de circular por grandes gravadoras, pequenos selos, tocar ao lado de figuras como Cásia Eller Xis segue na ativa. No melhor estilo “a volta do que não foi”, o rapper provoca: “pra quem acha que o Xis parou? Escuta a Xistape, depois me fala”.
Fonte: Overmundo
Baixe aqui o arquivo completo da Xistape (mp3)
Este arquivo está sob uma licença Creative Commons - Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil. Confira cópia da lincença aqui.
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Gilberto Gil analisa o Patrimônio Intangível
Entrevista com o ministro Gilberto Gil para a revista Itaú Cultural, edição janeiro/fevereiro de 2008.
Em 1977, Gilberto Gil questionou, na canção De Onde Vem o Baião, a origem dos ritmos musicais nordestinos. A resposta, presente em versos como "Debaixo do barro do chão da pista onde se dança/Suspira uma sustança sustentada por um sopro divino/[...]/Que sobe pelo chão/E se transforma em ondas de baião, xaxado e xote", credita a uma dimensão imaterial o impulso criativo que dá vida a uma parte da riqueza musical brasileira. Coincidência ou não, o músico tratou poeticamente um aspecto cultural que, três décadas depois, ganharia espaço cada vez maior em sua gestão como ministro da Cultura. Nesta entrevista, concedida em seu gabinete, em Brasília, Gil demonstra entusiasmo com a cultura intangível: "Essa dimensão é a mais importante da cultura para uma parte enorme da humanidade hoje". Justiça seja feita, desde que assumiu o ministério, em 2003, a cultura intangível entrou de vez em pauta no Brasil, com as certificações de patrimônio imaterial concedidas pelo Iphan a celebrações, lugares, ritmos musicais e ofícios. Mas, segundo o ministro, este não é um mérito individual, já que o governo brasileiro é signatário de uma política mundial para esse setor, posta em prática pela Unesco. Lançando o olhar para um futuro que já se apresenta, Gil comenta ainda a interação crescente entre o patrimônio imaterial e a cultura digital.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Nova e Apaixonante Musa da Música Brasileira
Ah, como é bela a nova geração de cantoras da Música Brasileira! A cada dia que descubro uma nova interprete, cuja minha ignorância me fez desconhecer, fico apaixonado. A voz, a maneira de interpretar, a delicadeza, a doçura, a inteligência, a multiplicidade de influências - contemporâneas ou não - tudo isso me encanta nesta nova geração de musas que surge em nossa música. Ontem descobri Ana Cañas no excelente blogue Expressão MPB, do camarada Daniel Barbosa. Só posso dizer uma coisa, a moça é apaixonante!
Leia abaixo reprodução do texto do Expressão MPB
A Ana Canta
por Daniel Barbosa
Ela tem nome de cantora cubana, admira nomes como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis, e, é claro, a deusa das jovens cantoras, Marisa Monte.
Ana Cañas é formada em artes cênicas, mas foi no Baretto, piano-bar freqüentado por várias deidades da MPB, que essa jovem de 27 anos mostrou que veio para encorpar, ainda mais, a nossa música.
‘A Ana’, sua música de trabalho, traz afirmações quase confessionais, que, com certeza, algumas não passam de uma brincadeirinha musical (... a Ana nada sabe/a Ana sempre canta/a Ana me enrola/a Ana me engana). Mas foi a faixa ‘Devolve Moço' que ficou na 15ª posição no ranking das 50 melhores músicas de 2007, na revista Rolling Stone Brasil, edição de janeiro. "Se não fosse clichê, talvez dizer que essa canção é um 'caldeirão de influências' fosse a melhor explicação. Tem um pouco de soft jazz, um toque de MPB nada tradicional e muita personalidade”.
‘A Ana’ e ‘Devolve Moço’ integram ‘Amor e Caos’, disco autoral, calcado no jazz, bossa e MPB, que rendeu à Ana elogios de nomes como Chico Buarque, Toquinho, Seu Jorge e outros, Pois, é, numa expressão à Ana Cañas, podemos exclamar: a Ana canta!
Fonte: ExpressãoMPB
Coração Vagabundo - Ana Cañas
Ana Fala
Trecho da entrevista de Ana Cañas para a rádio Cultura, onde ela participou do debate "Para onde caminha a música brasileira?". Para ela, a música brasileira está menos politicamente correta, mais divertida, ousada e com influências mais diversas. Ouça o comentário na íntegra.
áudio por Cirley Ribeiro para a RádioCultura
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Nelson Motta fala sobre Tim Maia
"Tim Maia foi o ser mais livre que eu conheci". Esta é uma das frases que Nelson Motta usou pra definir Tim Maia na bem-humorada entrevista concedida, no dia 27 de novembro, ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Segundo Nelson, Tim fez o que quis do jeito que quis, era um cara extremamente livre, porém, pagou caro pelo preço dessa liberdade, com diversos processos judiciais. Nelson Motta esteve no irreverente programa falando de Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, novo livro do jornalista e produtor musical. Vale Tudo foi pensado logo após a morte de Tim com a intenção de homenagear este que foi um dos maiores artistas brasileiros. Demorou quase dez anos pra sair, pois, Nelson Motta, necessitava de autorização dos familiares do cantor. Na ânsia da espera, Nelson escreveu Noites Tropicais, com diversas histórias sobre Tim e outros intérpretes nacionais.
Quem não ouviu está imperdível entrevista tem a chance de ouvir agora no linque abaixo.
Entrevista com Nelson Motta no programa Pânico
Fonte foto e áudio: PâniconaInternê
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domingo, 12 de agosto de 2007
Paulo Autran Interpreta Veríssimo e Drummond
Ouça a leitura de Paulo Autran para a crônica Botecos, de Luis Fernando Veríssimo, e para a poesia O tempo passa, não passa, de Carlos Drummond de Andrade.
De Luís Fernando Veríssimo, "Botecos"
De Carlos Drummond de Andrade, "O tempo passa, não passa"
Paulo Autran interpretando textos da cultura lusófona pode ser acompanhado de segunda a sexta às 2h17, 9h57, 17h17 e 22h17, na BandNews FM.
A BandNews FM é transmitida em São Paulo (96,9), Rio de Janeiro (94,9), Porto Alegre (99,3), Belo Horizonte (89,5), Salvador (99,1), Curitiba (96,3) e Brasília (90,5).
Fonte: BandNewsFM
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domingo, 5 de agosto de 2007
Chico Declama Drummond, Drummond fala de Chico
Chico Buarque de Holanda recita Carlos Drummond
O lutador (clique e ouça)
Da coleção de quatro cds Poesia falada - Vol 15 - Reunião - 2002 O Brasil dizendo Drummond, organizada por Paulinho Lima.
Carlos Drummond de Andrade sobre Chico Buarque
O jeito, no momento, é ver a banda passar, cantando coisas de amor. Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando.
A ordem, meus manos e desconhecidos meus, é abrir a janela, abrir não, escancará-la, é subir ao terraço como fez o velho que era fraco mas subiu assim mesmo, é correr à rua no rastro da meninada, e ver e ouvir a banda que passa. Viva a música, viva o sopro de amor que a música e banda vem trazendo, Chico Buarque de Hollanda à frente, e que restaura em nós hipotecados palácios em ruínas, jardins pisoteados, cisternas secas, compensando-nos da confiança perdida nos homens e suas promessas, da perda dos sonhos que o desamor puiu e fixou, e que são agora como o paletó roído de traça, a pele escarificada de onde fugiu a beleza, o pó no ar, na falta de ar.
A felicidade geral com que foi recebida essa banda tão simples, tão brasileira e tão antiga na sua tradição lírica, que um rapaz de pouco mais de vinte anos botou na rua, alvoroçando novos e velhos, dá bem a idéia de como andávamos precisando de amor. Pois a banda não vem entoando marchas militares, dobrados de guerra. Não convida a matar o inimigo, ela não tem inimigos, nem a festejar com uma pirâmide de camélias e discursos as conquistas da violência. Esta banda é de amor, prefere rasgar corações, na receita do sábio maestro Anacleto Medeiros, fazendo penetrar neles o fogo que arde sem se ver, o contentamento descontente, a dor que desatina sem doer, abrindo a ferida que dói e não se sente, como explicou um velho e imortal especialista português nessas matérias cordiais.
Meu partido está tomado. Não da ARENA nem do MDB, sou desse partido congregacional e superior às classificações de emergência, que encontra na banda o remédio, a angra, o roteiro, a solução. Ele não obedece a cálculos da conveniência momentânea, não admite cassações nem acomodações para evitá-las, e principalmente não é um partido, mas o desejo, a vontade de compreender pelo amor, e de amar pela compreensão.
Se uma banda sozinha faz a cidade toda se enfeitar e provoca até o aparecimento da lua cheia no céu confuso e soturno, crivado de signos ameaçadores, é porque há uma beleza generosa e solidária na banda, há uma indicação clara para todos os que têm responsabilidade de mandar e os que são mandados, os que estão contando dinheiro e os que não o têm para contar e muito menos para gastar, os espertos e os zangados, os vingadores e os ressentidos, os ambiciosos e todos, mas todos os etcéteras que eu poderia alinhar aqui se dispusesse da página inteira. Coisas de amor são finezas que se oferecem a qualquer um que saiba cultivá-las, distribuí-las, começando por querer que elas floresçam. E não se limitam ao jardinzinho particular de afetos que cobre a área de nossa vida particular: abrange terreno infinito, nas relações humanas, no país como entidade social carente de amor, no universo-mundo onde a voz do Papa soa como uma trompa longínqua, chamando o velho fraco, a mocinha feia, o homem sério, o faroleiro... todos que viram a banda passar, e por uns minutos se sentiram melhores. E se o que era doce acabou, depois que a banda passou, que venha outra banda, Chico, e que nunca uma banda como essa deixe de musicalizar a alma da gente.
Carlos Drummond de Andrade
Publicado originalmente no, já extinto, diário Correio da Manhã, no dia 14 de outubro de 1966.
Fonte: Áudio e Artigo do saite oficial de Chico Buarque
O Lutador
Carlos Drummond de Andrade
Lutar com palavras é a luta mais vã.
Entanto lutamos mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio, apareço e tento apanhar algumas
para meu sustento num dia de vida.
Deixam-se enlaçar, tontas à carícia e súbito fogem
e não há ameaça e nem há sevícia
que as traga de novo ao centro da praça.
Insisto, solerte.
Busco persuadi-las.
Ser-lhes-ei escravo de rara humildade.
Guardarei sigilo de nosso comércio.
Na voz, nenhum travo de zanga ou desgosto.
Sem me ouvir deslizam, perpassam levíssimas
e viram-me o rosto.
Lutar com palavras parece sem fruto.
Não têm carne e sangue
Entretanto, luto.
Palavra, palavra (digo exasperado),
se me desafias, aceito o combate.
Quisera possuir-te neste descampado,
sem roteiro de unha ou marca de dente nessa pele clara.
Preferes o amor de uma posse impura
e que venha o gozo da maior tortura.
Luto corpo a corpo, luto todo o tempo,
sem maior proveito que o da caça ao vento.
Não encontro vestes, não seguro formas,
é fluido inimigo que me dobra os músculos
e ri-se das normas da boa peleja.
Iludo-me às vezes, pressinto que a entrega se consumará.
Já vejo palavras em coro submisso,
esta me ofertando seu velho calor,
outra sua glória feita de mistério,
outra seu desdém, outra seu ciúme,
e um sapiente amor me ensina a fruir de cada palavra
essência captada, o sutil queixume.
Mas ai! é o instante de entreabrir os olhos:
entre beijo e boca, tudo se evapora.
O ciclo do dia ora se consuma e o inútil duelo jamais se resolve.
O teu rosto belo, ó palavra,
esplende na curva da noite que toda me envolve.
Tamanha paixão e nenhum pecúlio.
Cerradas as portas, a luta prossegue nas ruas do sono.
A banda
Chico Buarque/1966
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Drummond por Drummond
Imagine a emoção de ouvir o grande poeta Carlos Drummond de Andrade interpretando seus próprios poemas. O Música&Poesia já apresentou a leitura de Drummond para algumas de suas clássicas poesias. No entanto, não satisfeito, este humilde blogue foi atrás de todos os áudios de Drummond por Drummond disponíveis na internet. Acompanhe no reprodutor abaixo treze poesias de nosso grande poeta. Drummond na voz de Drummond é parte do projeto de resgate do saite Memória Viva.
Poemas de Drummond na voz de Drummond:
Confidência do Itabirano
Mãos Dadas
José
Morte do Leiteiro
O Enterrado Vivo
Fazenda
Consolo na Praia
Procura da Poesia
Para Sempre
Mundo Grande
Boitempo
Quadrilha
Infância
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
Ouça Drummond Recitando seus Poemas II
Carlos Drummond de Andrade por Carlos Drummond de Andrade
Sinta a emoção do poeta interpretando seus próprios poemas. Esse projeto de resgate cultural é parte do conteúdo do saite Memória Viva.
Mãos dadas - ouça
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Mundo grande - ouça
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
José - ouça
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Fonte: MemóriaViva
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Ouça Drummond Recitando seus Poemas I
Escute Carlos Drummond de Andrade por ele mesmo
O Música&Poesia, a partir de hoje, irá postar diversas poesias de Drummond lidas pelo próprio. Este exemplar projeto de resgate faz parte do conteúdo do saite Memória Viva.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Infância - Ouça
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Quadrilha - Ouça
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Confidência do Itabirano - Ouça
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
Fonte: MemóriaViva
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Paulo Autran Interpreta Fernando Pessoa e Luis Fernando Veríssimo
Ouça a leitura de Paulo Autran para a poesia Pecado Original, de Fernando Pessoa, e para a crônica Regininha ou os três dias do condor, de Luis Fernando Veríssimo.
De Fernando Pessoa, Pecado Original
De Luis Fernando Veríssimo, Regininha ou os três dias do condor
Paulo Autran interpretando textos da cultura lusófona pode ser acompanhado de segunda a sexta às 2h17, 9h57, 17h17 e 22h17, na BandNews FM.
A BandNews FM é transmitida em São Paulo (96,9), Rio de Janeiro (94,9), Porto Alegre (99,3), Belo Horizonte (89,5), Salvador (99,1) e Curitiba (96,3).
Fonte: BandNewsFM
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Soneto de Camões pra ouvir
Ouça soneto do poeta Luís de Camões interpretado por Luís Gaspar, locutor de publicidade português.
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram.
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos:
Dei causa (a) que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh, quem tanto pudesse que fartasse
Este meu duro génio de vinganças!
Fonte: Palavras d'Ouro
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Ouça Paulo Autran interpretando textos de Quintana e Sabino
Uma boa dica pra quem quer ouvir algo de qualidade no rádio é a coluna de Paulo Autran, Quadrante, na Band News FM. O ator interpreta, de segunda a sexta, textos de grandes nomes da literatura em língua portuguesa. Quadrante é apresentado em diversos horários e também pode ser conferido através da internet. Abaixo dois dos últimos textos interpretados por Autran e informações pra quem quiser ouvir direto da emissora.
Yerko Herrera
Paulo Autran
Quadrante
Nacional e São Paulo (9h57)
Seg a Sex às 2h57, 9h57, 12h17, 17h17 e 22h17
Um dos mais aclamados atores do Brasil, estreou no teatro em 1955 e, desde então, protagonizou sucessos de crítica e público nos palcos, cinema e TV. Em Quadrante - vencedor do Grande Prêmio da Crítica da APCA -, interpreta textos de renomados nomes da literatura em língua portuguesa, retomando a experiência que havia feito na década de 60
Informações: BandNewsFM
26/04/2007 - Paulo Autran
De Mário Quintana, Velha História - Ouça
25/04/2007 - Paulo Autran
De Fernando Sabino, a crônica, Entrevista de televisão - Ouça
A BandNews FM pode ser ouvida em São Paulo (96,9), Rio de Janeiro (94,9), Porto Alegre (99,3), Belo Horizonte (89,5), Salvador (99,1) e Curitiba (96,3).
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segunda-feira, 19 de março de 2007
Leia e Ouça Poema de Glauco Mattoso
SONETO MINISTERIAL [942]
Glauco Mattoso - Ouça»
Trancada a pauta, nada mais se vota,
enquanto novo acordo não costura
comadre com compadre e não se jura
que vale uma palavra mais que a nota.
Da noite para o dia, ninguém nota
o pacto que, na véspera, fervura
causara no Congresso, e a sinecura
retoma o ramerrão e cobra a cota.
Só serve um regimento a quem protela
"devidas providências" ou apressa
"medidas de interesse" da panela.
Se explodem as denúncias, interessa
mostrar serviço e investigar quem zela,
mas sendo alguém da Casa, o caso cessa.
Da Coluna Porca Miséria! de Glauco Mattoso
Fonte: CarosAmigos
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Borges para ouvir
*por Sérgio Rodrigues
O site da Harvard University Press oferece gratuitamente arquivos de áudio com trechos de duas das seis palestras proferidas na universidade americana por Jorge Luis Borges em 1967-68, no ciclo Norton Lectures, sob o título This craft of verse. Para melhor temperar o acepipe, a HUP avisa que só recentemente as gravações foram descobertas nos arquivos da universidade. A qualidade do som é muito boa.
Ali podemos constatar tanto o conhecido talento dramático do escritor argentino, com seu histrionismo contido, quanto um surpreendente – em autor famoso por sua anglofilia – sotaque carregado. Em resumo: imperdível para borgianos e divertido para curiosos em geral.
Quem se interessar pelo áudio completo das palestras pode comprar o CD no próprio site. As conferências de Borges no ciclo Norton foram publicadas no Brasil como “Esse ofício do verso” (Companhia das Letras, 2000).
Via El Boomeran(g).
*do Blog Todoprosa http://todoprosa.nominimo.com.br
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