O Dia em que o Brasil foi Invadido
Sinopse
Animação de recortes, que mostra a hipotética invasão do Brasil pelos EUA, com o objetivo de tomar posse dos recursos naturais do país. A elite das forças especiais do exército americano irá liderar a invasão. Só um país será o vencedor.
Gênero Animação
Diretor Abel Filho
Duração 9'45''
Ano 2006
Cor Colorido
País Brasil
Ficha Técnica
Roteiro Abel Filho, Luiz Ataíde Pesquisa de Imagens e Edição Abel Filho Produção e Animação Abel Filho Trilha Sonora Hugo Oliveira Efeitos Sonoros Abel Filho, Hugo Oliveira Captação de Áudio Linduarte Júnior, Leonardo Medeiros
domingo, 11 de março de 2007
Curta Os EUA Invadem o Brasil
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sexta-feira, 9 de março de 2007
Para George Dáblio Bush
Primeira da série de manifestações a visita do presidente estadunidense ao Brasil e América Latina.
Ninguém Regula a América - O Rappa e Sepultura
Ninguém Regula a América é resultado do inusitado encontro de duas bandas musicalmente bem distintas: O Rappa e Sepultura. O videoclipe foi lançado na MTV brasileira um mês antes dos atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.
A música denuncia a postura mais extremista, cheia de arrogância, além disso, mais agressiva, que os EUA passaram a ter em 2001 com o Governo de George W. Bush, de tendência ultraconservadora e fundamentalista, e que só veio a piorar depois do ataque ao WTC.
Composição de Marcelo Yuka - artista ícone da luta por justiça social, responsável pela maioria das letras d'O Rappa. Yuka que, após divergências, se desligou do grupo carioca, desde 2004 lidera a banda o F.UR.T.O (Frente Urbana de Trabalhos Organizados).
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quinta-feira, 8 de março de 2007
Mais Elis Neste Dia Delas
Marília Gabriela entrevista Elis Regina
Em 1979 Marília Gabriela entrevistou para o Jornal Hoje, da Rede Globo, Elis Regina. Nesta entrevista a Pimentinha disse que uma raiva de sua vida era "ter 1,53 m de altura". Elis também confidenciou a música que, naquele momento, não lhe saia da cabeça, "ultimamente eu tenho acordado muito com o O Bêbado e a Equilibrista na cabeça".
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Para Todas as Mulheres
Ser Mulher ...
Gilka Machado
Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida; a liberdade e o amor;
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...
Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor;
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um senhor...
Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...
Ser mulher, e, oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!
Publicado no livro Cristais partidos (1915).
In: MACHADO, Gilka. Poesias completas. Apres. Eros Volúsia Machado. Rio de Janeiro: L. Christiano: FUNARJ, 1991, p. 106.
Mulher da vida, minha irmã
Cora Coralina
Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.
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quarta-feira, 7 de março de 2007
Tarsila do Amaral - Vida e Obra
Amaral, Tarsila do (1886 - 1973)
Auto-Retrato I, 1924
Tarsila do Amaral (Capivari SP 1886 - São Paulo SP 1973). Pintora, desenhista. Estuda escultura com William Zadig (1884 - 1952) e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte tem aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino (1856 - 1942), onde conhece Anita Malfatti (1889 - 1964). Ambas têm aulas com o pintor Georg Elpons (1865 - 1939). Em 1920 viaja para Paris e estuda na Académie Julian e com Emile Renard (1850 - 1930). Ao retornar ao Brasil forma em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade (1893 - 1945), Menotti del Picchia (1892 - 1988) e Oswald de Andrade (1890 - 1954). Em 1923, novamente em Paris, freqüenta o ateliê de André Lhote (1885 - 1962), Albert Gleizes (1881 - 1953) e Fernand Léger (1881 - 1955). Entra em contato como o poeta Blaise Cendrars (1887 - 1961), que a apresenta a Constantin Brancusi (1876 - 1957), Vollard, Jean Cocteau (1889 - 1963), Erik Satie, entre outros. No ano seguinte, já no Brasil, com Oswald de Andrade, Olívia Guedes Penteado (1872 - 1934), Mário de Andrade e outros, acompanha o poeta Blaise Cendrars em viagem às cidades históricas de Minas Gerais. Realiza uma série de trabalhos baseados em esboços feitos durante a viagem. Nesse período, inicia a chamada fase pau-brasil, em que mergulha na temática nacional. Em 1925 ilustra o livro de poemas Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, publicado em Paris. Em 1928, pinta Abaporu, tela que inspira o movimento antropofágico, desencadeado por Oswald de Andrade e Raul Bopp (1898 - 1984). Em 1933, após viagem à União Soviética, inicia uma fase voltada para temas sociais com as obras Operários e 2ª Classe. Em 1936 colabora como cronista de arte no Diário de São Paulo. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo faz, em 1954, o painel Procissão do Santíssimo e, em 1956, entrega O Batizado de Macunaíma, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, em 1969, ajuda a consolidar a importância da artista.
Curtas-metragens do mundo inteiro em www.outrocine.blogspot.com - Outro jeito de ver cinema
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terça-feira, 6 de março de 2007
Vou Vivendo do meu Jeito
Nesta semana da Mulher a homenagem de hoje vai pra todas estas mulheres marginalizadas ao extremo. Elas são mães, filhas, irmãs, amantes, mulheres, chefes de família, mas, que agüentam dia-a-dia as agruras de ser o que são. Dão vida, prazer, amor, afago. No entanto, quando se quer ofender alguém ao sumo são as primeiras a ser citadas, elas e sua prole. Vivem uma vida nada fácil, sobrevivendo de maneira difícil. Porém, somente elas, e ninguém mais, sabem a dor e a delícia de ser o que são.
Prostituta - Nega Gizza
Clipe de Prostituta, canção de Nega Gizza, uma das primeiras rappers brasileiras a romper o preconceito do universo masculino do rap e a tornar-se conhecida nacionalmente. Irmã de MV Bill, Gizza retrata em suas letras a problemática não só da mulher de periferia, mas, de todas as mulheres.
Vídeo dirigido por Kátia Lund que, entre outros trabalhos, co-dirigiu com João Moreira Salles o denso documentário Notícias de uma Guerra Particular. Também assinou a direção de Cidade de Deus ao lado de Fernando Meirelles.
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segunda-feira, 5 de março de 2007
Domingo Documentário sobre Elis
TV Cultura exibe neste domingo documentário "Elis, que saudade..."
Neste domingo (11), A TV Cultura presta sua homenagem ao sexo feminino pela figura de uma das mais ilustres personalidades do país: Elis Regina.
A emissora exibirá, a partir das 21h, como parte da programação o documentário "Elis, Que Saudade...". O vídeo traz trechos da última entrevista da cantora para a televisão.
Entre o material selecionado, trechos de shows e entrevistas da cantora nos programas MPB Especial (1973), Vox Populi (1978) e Jogo da Verdade (gravado 13 dias antes de sua morte, em 1982).
Durante o bate-papo, Elis fala de sua vida, amigos, da realidade de artista no Brasil e da relação que mantinha com suas gravadoras.
A cantora ainda interpreta, entre outras composições, "Canção da América" e "Maria, Maria", de Milton Nascimento; "Alô, Alô Marciano", de Rita Lee e Roberto de Carvalho; "Gracias a La Vida", de Violeta Parra; e "Querelas do Brasil", de Mauricio Tapajós e Aldir Blanc.
Fonte: Folha Online
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Conheça a Poetisa Leila Míccolis
Biografia

Leila Miccolis (Rio de Janeiro RJ 1947). Formou-se bacharel em Direito no Rio de Janeiro RJ, em 1969. Na época, já havia publicado os livros de poesia Gaveta da Solidão (1965) e Trovas que a Vida Rimou (1967). Nas décadas seguintes, produziu poemas, romances, ensaios, comédias e roteiros para televisão. Entre 1975 e 1993 teve poemas publicados em várias antologias, entre as quais 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda. Participou de atividades com grupos feministas e homossexuais, através dos jornais Lampião e Auê, entre 1979 e 1981. Fundou, nas décadas de 1980 e 1990, as editoras Trote e Blocos. Em 1997 publicou o livro de haicais Estalos, em co-autoria com Urhacy Faustino, e Sangue Cenográfico, este sendo a neunião de todos seus livros até 1997 exceto o De 4 (1990), com prefácios de Ignácio Loyola Brandão, Heloisa Buarque de Hollanda, Gilberto Mendonça Teles e Nélida Piñon. Ignácio, no prefácio diz: "Nenhum poeta brasileiro me toca tanto, me reserva uma emoção, uma agressão, me apunhala, me deixa com vergonha das coisas que os homens fazem. Tem vezes que seus textos me lembram a crueldade com que Dalton Trevisan, na prosa, trata seus personagens". Sua obra poética inclui os livros Mercado de Escravas (1984), Só Se For a Dois (1990) e Sob o Céu de Maricá (1999), entre outros. A poesia de Leila Míccolis é de tendência contemporânea e tematiza, com freqüência, a condição feminina.
CONTATOS/INFLUÊNCIAS
Influência da Musica Popular Brasileira
Convivência com Paulo Leminski, Paulo Véras, Ana Cristina César, Wally Salomão, Tarvinho Paes, Tereza Tinoco, Silvan Paezzo, Wilson Aguiar Filho, José Louzeiro, Izabel Câmara, Glauco Mattoso, Cacaso (Antonio Carlos Lucena), Eunice Arruda, Cláudio Willer, Norma Bengell, Caique Ferreira, Alice Ruiz, Ulisses Tavares, Touchê, Ona Gaia, Jorge Mautner, Hermínio Bello de Carvalho, Maria Amélia Mello, Gilberto Mendonça Telles, Herbert Daniel, Sylvio Back, Moacy Cirne, Milton Gonçalves, Paulo Jacob, Rose Marie Muraro, Pedro Lyra, Luli e Luciana, Aguinaldo Silva, Liane dos Santos, Antonio Candengue, José Silvério Trevisan, Neide Archanjo, Severino do Ramo, Nélida Peñon, Heloísa Buarque de Hollanda, Ignácio de Loyola Branão, Carlos Nejar, Heloneida Studart, Caio Fernando Abreu.
A Seco
Tem coisas que a gente só diz de porre,
se não o outro corre;
mas passada a bebedeira,
a gente acha que fez besteira,
não devia ter falado,
que se expôs adoidado,
à toa e foi tolice.
Finge-se então que se esquece o que disse,
culpa-se a carência, a demência, a embriaguez,
responsáveis por tamanha estupidez.
E é aceitando este estranho cabedal
que quando se volta ao "estado normal",
cada vez mais sós, na defensiva,
corroídos morremos de cirrose afetiva.
In: MÍCCOLIS, Leila. O bom filho a casa torra. Seleção de textos Urhacy Faustino. São Paulo: Edicon; Rio de Janeiro: Blocos, 1992. p.27
Feitos um para o Outro
"Ele fala de cianureto
e ela sonha com formicida
vão viver sob o mesmo teto
até que alguém decida"
(Chico Buarque de Hollanda)
Você quebra a mobília
eu desconto na filha...
E entre talhos e cortes
praticamos o esporte
de apostar, a vintém,
quem, dos dois, mata quem...
In: MÍCCOLIS, Leila. O bom filho a casa torra. Seleção de textos Urhacy Faustino. São Paulo: Edicon; Rio de Janeiro: Blocos, 1992. p.18
Crescimento (Ciclo Infantil)
Hoje faço oito anos
e aproveito pra ser terrível,
enquanto posso matar pássaros
ou afogar gatinhos.
Depois vão proibir minhas maldades
e me restringir
aos filmes de guerra.
In: MÍCCOLIS, Leila. O bom filho a casa torra. Seleção de textos Urhacy Faustino. São Paulo: Edicon; Rio de Janeiro: Blocos, 1992. p.24
Diferença (Ciclo Infantil)
Meu mundo é violento e com razão:
na rua se eu apanho, é covardia,
em casa se eu apanho, é educação.
In: MÍCCOLIS, Leila. O bom filho a casa torra. Seleção de textos Urhacy Faustino. São Paulo: Edicon; Rio de Janeiro: Blocos, 1992. p.25
Poema ao Mais Recente Amor
Estar entre teus pêlos e dedos,
entre tua densidade,
neste transpirar sob medida
aos teus gemidos.
Estar entre teus trópicos,
entre o teu desejo e o meu prazer,
beber parte dos teus líquens e teus rios,
percorrendo-te da foz até a origem,
e pura a cada amor partir mais virgem.
In: MÍCCOLIS, Leila. SACIEDADE dos poetas vivos. Org. Urhacy Faustino e Leila Míccolis. Rio de Janeiro: Blocos, 1993. v.4, p.59
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domingo, 4 de março de 2007
Poesias Cecília Meireles
Cecília Meireles, em desenho de Apard Szènes
Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
Fio
No fio da respiração,
rola a minha vida monótona,
rola o peso do meu coração.
Tu não vês o jogo perdendo-se
como as palavras de uma canção.
Passas longe, entre nuvens rápidas,
com tantas estrelas na mão...
— Para que serve o fio trêmulo
em que rola o meu coração?
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Serenata
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
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Texto de Cecília Meireles
Cecília Meireles
Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade.
À chamada realidade. Pois, por detrás disto que aparentamos ser, leva cada um de nós a preocupação de um desejo oculto, de uma vocação ou de um capricho que apenas o Carnaval permite que se manifestem com toda a sua força, por um ano inteiro contida.
Somos um povo muito variado e mesmo contraditório: o que para alguns parecerá defeito é, para outros, encanto. Quem diria que tantas pessoas bem comportadas, e aparentemente elegantes e finas, alimentam, durante trezentos dias do ano, o modesto sonho de serem ursos, macacos, onças, gatos e outros bichos? Quem diria que há tantas vocações para índios e escravas gregas, neste país de letrados e de liberdade?
Por outro lado, neste chamado país subdesenvolvido, quem poderia imaginar que há tantos reis e imperadores, princesas das Mil e Uma Noites, soberanos fantásticos, banhados em esplendores que, se não são propriamente das minas de Golconda, resultam, afinal, mais caros: pois se as gemas verdadeiras têm valor por toda a vida, estas, de preço não desprezível, se destinam a durar somente algumas horas.
Neste país tão avançado e liberal — segundo dizem — há milhares de corações imperiais, milhares de sonhos profundamente comprimidos mas que explodem, no Carnaval, com suas anquinhas e casacas, cartolas e coroas, mantos roçagantes (espanejemos o adjetivo), cetros, luvas e outros acessórios.
Aliás, em matéria de reinados, vamos do Rei do Chumbo ao da Voz, passando pelo dos Cabritos e dos Parafusos: como se pode ver no catálogo telefônico. Temos impérios vários, príncipes, imperatrizes, princesas, em etiquetas de roupa e em rótulos de bebidas. É o nosso sonho de grandeza, a nossa compensação, a valorização que damos aos nossos próprios méritos...
Mas, agora que o Carnaval passou, que vamos fazer de tantos quilos de miçangas, de tantos olhos faraônicos, de tantas coroas superpostas, de tantas plumas, leques, sombrinhas...?
"Ved de quán poco valor
Son las cosas tras que andamos
Y corremos..."
dizia Jorge Manrique. E no século XV! E falando de coisas de verdade! Mas os homens gostam da ilusão. E já vão preparar o próximo Carnaval...
Texto extraído do livro "Quatro Vozes", Editora Record - Rio de Janeiro, 1998, pág. 93.
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sábado, 3 de março de 2007
Curta Mulheres
Este curta-metragem é parte da homenagem (iniciada no dia primeiro de março) do Música&Poesia às mulheres, que, comemoram, no dia oito deste mês, o Dia Internacional da Mulher. Até essa data toda a manifestação aqui no blog será dedicada somente à Elas: músicas, poesias, livros, curtas, clipes, artigos, notícias... Toda a rica produção feita por este lindo ser ou em sua homenagem.
Assista Três Mulheres Cegas aqui
Gênero Documentário
Diretor Roberto Berliner
Ano 1997
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Brasil
Co-produção TvZero, TVE Brasil Edição Piu Gomes Direção de Arte Raul Mourão Som Paulo Ricardo Nunes Direção de produção Rodrigo Lamounier Assistente de Direção Andrea Roscoe Produção Executiva Renato Pereira Direção de Fotografia Jacques Cheuiche Colaborador Especial Paola Vieira, Danielle Hoover, Noaldo Ney, Lula Queiroga
Prêmios
Menção Especial do Juri no Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ 1998
Sol de Prata no Rio Cine 1997
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Resenha sobre trilha de Antônia
Antônia - Trilha sonora do filme e da minissérie - Vários (Som Livre)
por Marco Antonio Barbosa
Antônia, o filme de Tata Amaral, é simpático, bem intencionado e eficaz como cinema. Antônia - o grupo de black music formado pelas personagens que Negra Li, Cindy, Leilah Moreno e Quelynah interpretam no filme - é menos que isso. O mesmo mal que afetou os recentes discos solo de suas integrantes no mundo "real" também contamina o trabalho do conjunto: apego excessivo a fórmulas fáceis importadas da música negra norte-americana. Não se trata aqui de fazer críticas às cantoras, que são talentosas e acabam invertendo a velha máxima sobre "o todo que é maior que a soma de suas partes". Nem à interessante premissa, digamos, sociológica que o grupo fictício representa: a que a força da música pode representar uma saída digna para as dificuldades da vida nas comunidades pobres dos centros urbanos. O problema é justamente que, descolado do filme, o som de Antônia perde força, ficando até mesmo difícil justificar a própria "existência" do grupo (que não existe fora do filme... ainda). Talvez por sacar isso antecipadamente, a produção do filme optou por um formato híbrido para o CD com a triha sonora do longa. Há cinco canções inéditas gravadas pelo grupo, mais um punhado de faixas retiradas dos álbuns solos das cantoras e - aí está o pulo do gato - um pequeno mas precioso espaço para a real cena hip hop paulistana, sem dúvida a mais produtiva do Brasil e que até merecia mais destaque.
A escolha do cover de "Killing me softly with his song" (standard black americano, aqui decalcada da versão feita por Lauryn Hill) denuncia o tipo de música negra no qual Antonia (o grupo) está interessado: aquela macia, de baixos teores, deliberadamente feita para agradar as FMs, com pouco ou nada a ver com a dureza das favelas. Hip hop, r'n'b, funk e soul, devidamente diluídos, emolduram as canções inéditas creditadas ao grupo, como "Antônia", "Flow" e "Quanto você quer". O panorama não muda quase nada nas músicas solo das garotas, que não se desviam da cartilha acertada para as faixas do grupo. O destaque solitário é "Compaixão", lançada anteriormente por Negra Li em seu (não mais que mediano) disco solo Negra livre. Os esforços das outras três nem chegam perto. Antonia, o disco, só se justifica plenamente por dar voz a rimadores bons como Black Gero (que comparece com sua "Brasilândia city Bronx") e Thaíde (o veterano pontifica na agitada "Riscando o ragga"). E pela inclusão de um representante real da soul music brasileira legítima, Hyldon, que comparece com seu clássico de 1975, "Na sombra de uma árvore". Ah, se as meninas tivessem o velho Hyldon como modelo, em vez de Lauryn Hill, que diferença não faria... No fim das contas, Antônia traz música que soará muito melhor ouvida no cinema do que no CD-player de casa.
Fonte: JornalMusical
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Pela Janela do Quarto
Esquadros - Adriana Calcanhoto
Vídeo com a música Esquadros, de Adriana Calcanhoto, uma das raras cantoras brasileiras que transita sem problemas entre o pop e o cult.
Não sei precisar se é um clipe oficial da canção, porém, por ser muito interessante e com boa qualidade está postado aqui no Música&Poesia. As imagens traduzem bem a impressão de um voyeur olhando o tempo todo pela janela, quem sabe, de seu quarto.
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quinta-feira, 1 de março de 2007
Baixe Livro Completo - Florbela Espanca
Livro da poetisa portuguesa Florbela Espanca completo pra Download
Livro de Mágoas (1919)
ESTE LIVRO ...
Este livro é de mágoas. Desgraçados
Que no mundo passais, chorai ao lê-lo!
Somente a vossa dor de Torturados
Pode, talvez, senti-lo ... e compreendê-lo.
Este livro é para vós. Abençoados
Os que o sentirem , sem ser bom nem belo!
Bíblia de tristes ... Ó Desventurados,
Que a vossa imensa dor se acalme ao vê-lo!
Livro de Mágoas ... Dores ... Ansiedades!
Livro de Sombras ... Névoas e Saudades!
Vai pelo mundo ... (Trouxe-o no meu seio ...)
Irmãos na Dor, os olhos rasos de água,
Chorai comigo a minha imensa mágoa,
Lendo o meu livro só de mágoas cheio! ...
ESPANCA, Florbela. Sonetos. Amadora, Portugal : Bertrand, 1978.
Baixe Livro de Mágoas em . pdf
Fonte: DomínioPúblico
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Breve Biografia de Florbela Espanca
Florbela Espanca
(1897-1930)
Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Fonte: www.astormentas.com
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Músico do Mombojó Lança Disco Solo
Marcelo Campello estréia solo e instrumental
por Dafne Sampaio
Você pode não estar associando o nome à pessoa, mas Marcelo Campello é aquele garoto magro, ali de canto, que toca violão, cavaquinho e outros mil instrumentos no grupo pernambucano Mombojó. Pois então, o músico, do alto de seus 24 anos, acaba de estrear solo (solo mesmo!) em Projeções e mais duas séries para violão de sete cordas (independente, 2007), um disco totalmente instrumental e muito distante da sonoridade roqueira e psicodélica do grupo que pertence (e isso porque não estamos falando da Del Rey, projeto paralelo dos mombojós com músicas do Rei Roberto).
“Sempre compus para violão desde que comecei a tocar. Gravei a partir do momento em que considero ter atingido uma forma de expressão individual. Foi quando compus o “Sonho I” em 2002. Em abril de 2004 sofri um grave acidente de carro que mexeu comigo no sentido de não adiar mais as coisas, então quando me recuperei acabei registrando toda minha produção para [violão de] 7 cordas até 2006. São as 35 faixas, divididas em três séries, deste disco”, explicou Campello em conversa por email. Além de “Sonhos” (em 13 partes), o disco traz ainda as séries “Projeções” (em 12) e “Soturnos” (em 10), todas imersas em um desejo muito pessoal de unir o popular e o erudito, a beleza e a surpresa. “É difícil citar o que influenciou Projeções porque absorvo através dos sentidos o mundo à minha volta e acabo traduzindo em música de uma forma meio sinestésica”, disse.
Em termos de música o mundo de Campello é composto por figuras como John Coltrane, Garoto, Kraftwerk, Dino 7 Cordas, Baden Powell, Canhoto da Paraíba, Poly, Grandmaster Flash, Rogério Duprat, Horace Andy, Ligeti e Schoenberg. “A lista é enorme e não pára de crescer”, diverte-se fazendo desse balaio um jeito muito natural de ouvir música. Projeções é resultado destas muitas audições acrescidas de uma tocante intimidade (com o instrumento, com os ouvintes, etc). Em um blog, Campello afirmou que “o maior elogio que vocês podem fazer ao meu disco é caírem no sono antes da quinta faixa”. Pergunto se confere. “Hahaha. Confere! São composições extremamente introspectivas, quase hipnóticas, por isso acabam induzindo o sono quando focadas. Sinto-me lisonjeado se coloco alguém pra dormir. É como me comunicar numa esfera abissal, na solidão do sono”, e dá para notar que o sujeito continua se divertindo.
Enquanto segue numa ponte-aérea entre Recife e São Paulo, com escalas Brasil afora via Mombojó e os shows do segundo disco do grupo (Homem-espuma), Marcelo Campello tem apenas uma certeza: “Estou sempre instigado, aprendendo. Este disco é um dos lados de um prisma. É importante procurar se enxergar também por outros ângulos para identificar comportamentos, conceitos, etc, se aperfeiçoar. Estagnação é morte”. E Projeções é só o começo.
Ouça algumas faixas do disco na página de Campello no MySpace
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Marcadores: Música
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
CD Completo de Rock Independente pra Download
CD Casa da Árvore completo (.torrent)
por daniel valentim
Dez bandas. Todas independentes. Dez canções que, não fosse a cara dura de gravar mesmo de bolso liso e lançá-las nesse território sem centro da Internet, ainda estariam fazendo eco em nossas vontades. E apenas em nossas vontades.
A Casa da Árvore é um projeto de Marcos Terra Nova, vocalista e guitarrista da banda Espantalho. Trata-se de uma coletânea de bandas manauaras de rock que estava emperrada nos corredores burocráticos da Secretaria Municipal de Cultura desde julho de 2005, esperando apenas pela prensagem de mil cópias.
Até hoje não saiu.
O disco original continha seis bandas, doze músicas. Nessa versão disponível no Overmundo, são dez bandas, cada uma presente com uma canção. Esta é a versão em torrent do disco, se você quiser baixar as músicas separadamente, veja abaixo.
Leia mais sobre o projeto no texto "A Casa da Árvore e o estado vegetativo", no Overblog.
Baixar CD Completo A Casa da Árvore .torrent
como fazer o download de torrents?
Download Alternativo do CD Completo A Casa da Árvore, zipado, para quem não domina arquivo torrent
Faixa a Faixa - Ouça ou Baixe
01 Chá de Flores - A Chave de seu Coração
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02 Platinados - Cafeína
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03 Charlie Perfume - Mundo Gira
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04 Several - Ruínas de Cartago
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05 Espantalho - Tempo de Despedida
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06 Mezatrio - Despacho
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07 Underflow - Meu Presente
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08 Zona Tribal - Guerrilha
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09 No Phonic - Amanhã de braços abertos
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10 Infâmia - Ninguém te Ama
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Todas as músicas que compõem este CD estão sob uma licença Creative Commons
Fonte: OverMundo
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Marcadores: Disco Completo, Música
Bethânia na Tela Grande
Maria Bethânia em festival de cinema
por Marco Antonio Barbosa
Ainda inédito no circuito comercial, o longa-metragem documental Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda foi selecionado para a mostra competitiva do festival É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários (www.etudoverdade.com.br) que será realizado entre os dias 23 de março e 1º de abril, no Rio de Janeiro e São Paulo. Dirigido por Andrucha Waddington (de Casa de areia e Eu tu eles), o filme faz um retrato da reservada vida particular da cantora baiana, privilegiando cenas familiares e conversas com amigos. É o segundo documentário de Waddington que tem personalidades da música como tema; em 2001, o cineasta rodou Viva São João, que tinha Gilberto Gil como protagonista. Seu filme sobre Bethânia concorre a um prêmio em dinheiro de R$ 100 mil, disputado com outros seis filmes.
Vale lembrar que o filme chega cerca de dois anos depois do lançamento de Maria Bethânia - Música é perfume, documentário do diretor francês Georges Gachot (focando a carreira da cantora) e mais de quarenta depois de Bethânia bem de perto - A propósito de um show, curta-metragem dirigido por Julio Bressane em 1966 sobre um espetáculo da baiana.
Fonte: JornalMusical
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Neruda Rifado
Poema inédito de Pablo Neruda está à venda por US$ 3.700
da Ansa, em Santiago
Um poema inédito do Nobel de Literatura chileno Pablo Neruda, escrito em 1963, está à venda por US$ 3.700.
Neruda escreveu o poema, dedicado a uma amiga, sobre uma tábua de madeira. A mulher, Elvira Morel, comemorava seu aniversário em Limache, 120 quilômetros ao norte de Santiago.
Na ocasião, o poeta chegou e reclamou do barulho que os convidados faziam. "É meu aniversário e estou na minha casa. Se não está gostando, pode ir embora", teria dito Morel, segundo relato ao jornal "El Mercúrio".
Neruda, amante das festas, não se foi e decidiu pedir desculpas à mulher por meio de um poema de 14 linhas escrito com sua pena de tinta verde. "Perdoe o poeta/Um pouco o que lhe passa/Aos poetas e aos loucos/Dá-lhes tua casa", escreveu Neruda na madeira.
O neto da mulher é quem oferece o poema, por US$ 3.700, em anúncio nos classificados do jornal chileno.
Fonte: Folha Online
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E o teu Olhar era de Adeus
Atrás da Porta - Elis Regina
Atrás da Porta, de Chico Buarque, na belíssima interpretação de Elis Regina. Esta apresentação ao vivo da Pimentinha faz parte do show especial feito para o programa da "Série Grandes Nomes", exibido em outubro de 1980 pela RedeGlobo. Dirigido por Daniel Filho, agora ganha versão em DVD (o primeiro colorido de Elis), lançamento conjunto da gravadora da Globo, Som Livre, em parceria com a gravadora dos filhos de Elis, a Trama.
Assistam Atrás da Porta cantada com a alma. Não é à toa que Elis Regina ainda seja considerada a melhor cantora brasileira. Não falo mais nada.
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